quinta-feira, 4 de agosto de 2011

beija-flor!

o lápis redige a realidade no meu entender.
foge pela manga a solidão de um saber,
a crença magoada, e fogo alternativo.
é mentira, é pecado, este meu amor fugitivo.
sonho contigo, estás no meu pensamento.
fazes parte da minha cruz, és o meu sentimento.
emoção, és a mais bela criatura,
lindo em todo o momento, na mais pura conjuntura.
crias, tu abalas o meu mundo.
tu transformas cada momento, num eterno significativo segundo.
arrombas, acabas, meu males para ti são minoritários.
arriscas, tu não te cansas, meus amores por ti são puros, vários.
tempestades? não isto é o meu paraíso.
louquejar sem descansar, perder a cabeça, o juízo.
deixas-me assim, numa eterna oscilação.
abanaste com tudo o que tenho, tiraste-me o tecto, deixaste-me o chão.
não sei viver sem ti, a tua voz é consolação.
vale a pena esperar todo o dia, por um momento da tua paixão.
gostava de gritar ao alto, a minha vontade é viver,
eu amo-te, tu queres-me, e mal posso esperar para te ver!
é arriscado a minha insolvência, mas inocente não sou, não.
culpo-me por tudo o que sinto, sei que tenho controlo no teu coração.
e a reacção do meu consolo, a minha forma de o permitir
é falar contigo a toda a hora, não te dar tempo de fugir.
e pertenço-te, meu corpo, minha alma, minha face, minha provocação.
a minha lei és tu, e o teu amor minha jurisdição.
e estando a uma longa distância, transformas minha personalidade demente.
és parte de mim, e espero que eu a ti seja concernente.
|dm|

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