domingo, 11 de setembro de 2011

(U'N'I)DAS

sinto saudades.
fazes parte de mim, fazes parte do meu ser. metade de mim és tu, e essa metade é a mais linda!
tenho saudades de quando desabafo contigo, de quando olho para ti e consigo ficar calma. és só tu por vezes que me compreende. nunca ninguém me soube dar o valor que tu dás, és como uma melhor amiga, um diário. tudo acerca de mim tu já sabes, não há segredos. e também sabes, que qualquer coisa, me podes confiar, a minha boca acerca de ti é um caixão fechado a sete chaves.
não consigo deixar de ter saudades tuas, o teu riso inconfundível, a tua descontracção na vida. és uma miúda irresponsável por vezes, mas não te quero de outra maneira! adoro os teus defeitos, talvez mais do que as virtudes, talvez sejas a primeira pessoa que eu nunca me chateei a sério. posso até dizer que perder-te seria perder o chão, e estou a ser eufemista.
contigo nunca há confusão, e sei sempre quando estás diferente, seja por tristeza, seja por raiva, seja por amor ou desilusão. embora isso, muitas das coisas que tu fazes eu não compreendo, mas apoio-te sempre, pois a única coisa que espero que tenhas é felicidade total, e a única coisa que te peço é a tua lealdade.
sei que se eu estiver no penhasco, tu lá estarás para não me deixar atirar. e vice-versa, SEMPRE!
para ti, sou um livro aberto, e espero fazer parte das tuas páginas, no livro a que chamo 'vida'.
amo-te, com todas as letras, com todos os defeitos e pontos de interrogação. se para mim vales mil, então espero valer pelo menos cem para ti. peço que sejas uma terça parte do que espero, pois sei que serás isso e muito mais.
tudo o que te prometo, faço por cumprir, e se te falhar, nunca desisto.
és tu e só tu, como uma irmã, parte da família. as portas de minha casa estão sempre abertas, como se tivesses a chave. o meu quarto espera sempre o teu eco. a minha janela espera sempre pelo teu reflexo. os meus gatos, as tuas festas. os meus pais, o teu sorriso.
e eu? eu espero sempre por ti, em qualquer parte, em qualquer altura!
TM

terça-feira, 30 de agosto de 2011

6/01/11

hoje estou triste.
tenho uma grande dor no peito, estou nervosa, apetece-me chorar, as lágrimas não fazem por cair. parece que se aguentam nos meus olhos, parece que até elas têm medo de vir ver o mundo cá fora. está tudo negro à minha volta, parece que nada faz sentido, eu não quero que faça, mas.
mas nada, tenho de me tornar um ser que não olha a meio para atingir os fins, tenho de me tornar má, ser fria, ser... não, eu não posso, já fui calcada, já sorri quando queria chorar, já me fiz de tapada quando via tudo a olho nu, mas não me posso tornar em alguém que não gosto, alguém que não sou eu.
o pano caiu, esta sou eu, com todos os defeitos do mundo e mais alguns. Rita Pinto por excelência, ou por obrigação? não sei, falta-me o ego, falta-me a auto-estima, mesmo quando tenho meio mundo a dizer que sou linda, sei que metade deles não falar a sério, e a outra metade espera retribuição.
não tenho muitos amigos, conta-se pelos dedos de uma mão os verdadeiros, e sei que esses nunca me irão falhar. sou ainda muito nova mas já vi coisas que ninguém devia de ver, já sofri e ouvi coisas que ninguém devia de ouvir. já fui traída, já tive aquela dor nas costas, como se alguém nos tivesse dado uma facada sem dó nem piedade. mas mesmo assim, perdoei sempre, faz parte de mim, não guardo rancor a ninguém e defendo sempre com unhas e dentes aqueles que me magoaram. será defeito ou virtude? não sei isso também, parece que não sei muita coisa, e que tudo o que sei, foi-me ensinado. não, isso não. aprendi tudo sozinha, da forma mais difícil. sei quem me quer bem, sei quem me deseja mal. sei separar um 'amo-te' de um 'adoro-te' e sei ver quando é ou não sincero. sei isso tudo, mas no fim acabo sempre por voltar a cair na toca do lobo, enganam-me sempre, SEMPRE!
fico farta, deixo de confiar nas pessoas, pergunto-me se existe amizade, se existe amor. é tudo um mar de rosas até o deixar de ser. é tudo perfeito até abrirmos os olhos. fazemos tudo por amor, mas não somos retríbuidos.
no fim, tudo o que temos é um saco. e dentro desse saco temos sentimentos e objectos. temos saudade, um coração rachado ao meio, temos amor. no meu saco eu tenho um brincos, perdidos, um colar, que desfiz, uma pulseira, partida. os sentimentos? há muito que os deitei fora e o coração cozi-o com uma linha que não quebra. mais ninguém será capaz de me deitar abaixo, a parede que me segura é forte o suficiente para aguentar multidões, embora tu nunca tenhas sido isso, nem lá perto chegaste. foste o meu mundo, mas não um mundo. foste-me tudo, mas não um todo. foste um grande amor, mas não o da minha vida.

sábado, 27 de agosto de 2011

15

tudo começou com uma música, que curiosamente a minha parte favorita começa ao minuto 1.15. falamos desde então, meros amigos virtuais, uma tristeza, eu sei. era como uma brincadeira de putos, um de nós saía sempre a meio da conversa, o que fazia com que no dia seguinte tivéssemos motivos para a continuar e quem sabe não o faríamos de propósito...
depois desses dias todos, que se não me engano foi cerca de mais de um mês à vontade, falamos então de uma festa (à qual tu foste, e mesmo com um bilhete bem mais barato, eu não pude aparecer) e essa festa era um festival, o marés vivas da tmn. a única razão que nos juntará até aí, o reggae. engraçado, eu sei, parece uma história de amor como nos filmes, juntado por uma coisa que ambos adoramos, não, amamos. mas como disse, não pode aparecer, então só te conheceria um dia mais tarde, o dia 15 de julho de 2011 (boa, consegui decorar uma data). a primeiro achei-te grande 'personagem', um ser inquietante, que não parava quieto, não se calava, só se ria, bem, no fundo, uma Rita Pinto no masculino. falaste para mim acerca do festival, e de uma forma muito pouco original (caso não te lembres, fingiste tropeçar no meu pé). a partir daí começou tudo, dentro de um mês tornamos-nos reais amigos, sem segredos. fui eu a primeira a dizer a palavra tabu, é mesmo assim, a palavra tabu, a do medo, aquela que mais custa dizer no inicio. e adorei a tua resposta, apenas me disseste que não te querias separar de mim e o sentimento era mútuo.
estavas de férias e dizias que só pensavas em mim, e eu acreditei. dizias que largavas a Ilha do Farol por mim, mas aí acredito que era a saudade a falar. mas apenas me dizias que quando cá chegasses querias estar comigo, como amigo, ou algo mais... e eu, não sentia o mesmo que tu, e sempre te dizia. não passavas de um fraco, o meu amigo especial. mas tu não desististe, e naquele dia, o dia 15 de agosto (boa, outra data decorada!) foi quando me realmente convenceste. oficialmente boy e girl friend, com muito amor para dar e vender.
infeliz e felizmente, o nosso inicio não tem sido um conto de fadas e conheço-te tão bem em semanas, como demorei anos a conhecer outras pessoas. temos discutido, atravessado períodos difíceis em que a saudade fala por si, só te lembras do meu sorriso, e eu do teu olhar. só pensas nos meus beijos, e eu nos teus abraços. agora vais outra vez para longe (cheira-me que não curtes o norte do nosso país) e agora que faço? espero por ti, já que por razões ultra-secretas não posso estar contigo antes.
tenho umas certas saudades tuas, poucas, poucas é pouco, muitas, opá, mais ao menos, tenho saudades de estar contigo, de discutir contigo, de te dar a mão, de fugir dos teus beijos, de fugires dos meus, de fingir não te querer, de pedir para não te perder...
hoje foi um dia mau, mas é destes dias que me saem as inspirações, e oxalá eu sentir a tua falta muitas vezes, só significa que cada vez te amo mais, porque te amo.
o número 15 segue do 14, que é o meu número da sorte, e 15 eu terei dentro de um mês e pouco. e 15 é o nosso número, porque aguento-te 15 vezes ao dia, é o meu top das msg's chatas, e ligo-te no máximo 15 vezes por semana, e no máximo escrevo 15 palavras nas msg's que te mando (exepto em momentos de inspiração, aí faço por ultrapassar esse limite). ah, e o meu amor por ti é 15 vezes maior do que no dia 15, e antes do dia 15. porque 15+15= 31, e esse número é o número de dias que penso em ti por mês, e por sua vez por ano, por milénio...
amo-te, não por 15 pessoas, mas só por mim, e acredita que o meu amor por ti é maior que qualquer multidão